Verdades e mentiras sobre a leishmaniose canina

21 de novembro de 2010

A leishmaniose criou e ainda cria um enorme pavor em pessoas mal informadas, por isso, acredito que a informação verdadeira é a maior arma contra a doença e a favor dos milhares de animais que são sacrificados cotidianamente nos Centros de Controle de Zoonoses no Brasil.

A intenção deste artigo é proporcionar ao leitor essa informação verdadeira. Além da análise de textos acadêmicos, documentos jurídicos, textos em veículos de mídias diversas; também foi realizada uma entrevista com o veterinário Dr. Paulo Tabanez*, para esclarecimento de dúvidas.

A leishmaniose tem vários mitos, o maior deles é colocar os cães infectados como os grandes ou, muitas vezes, os únicos responsáveis pela disseminação da doença.

Todavia, o maior problema da doença são as questões socioeconômicas mal resolvidas, desafios diários que o Brasil precisa vencer. Se não houver saneamento básico e alimentação adequada para todos os brasileiros, a leishmaniose ainda terá campo de atuação, e não é justo os animais pagarem o preço.

Controlar a leishmaniose implica em acabar com a pobreza do país. Dar qualidade de vida para a população, com alimentação de qualidade para todos os brasileiros, acabando com a desnutrição; consequentemente, ninguém será um alvo fácil para a doença.

O absurdo maior é a proibição de tratamento para os animais! Entretanto, por meio da via jurídica já é possível conseguir este feito, pois várias ONGs de proteção animal têm conseguido o direito de tratar os animais por meio de ações na justiça, portanto, o tratamento não é crime, e sim direito do cidadão!

O tratamento para leishmaniose, tanto humana quanto canina, apresenta algumas similaridades. Segundo entrevista com o Veterinário Dr. Paulo Tabanez, as similaridades são as seguintes:

• Cura clínica (o humano ou o cão não apresentam sinais da doença).

• Cura epidemiológica (o humano ou o cão não são mais transmissores da doença, porém o cão é mais suscetível e, portanto, pode ter muitas recaídas).

• Não apresenta cura parasitológica (o parasita ficará para sempre tanto no organismo do homem quanto no do cão).

Introdução

A leishmaniose é uma doença infecciosa, porém, não contagiosa, causada por parasitas do gênero Leishmania. Os parasitas vivem e se multiplicam no interior das células que fazem parte do sistema de defesa do indivíduo, chamadas macrófagos. Há dois tipos de leishmaniose: leishmaniose tegumentar ou cutânea e leishmaniose visceral ou calazar. A leishmaniose tegumentar caracteriza-se por feridas na pele que se localizam com maior frequência nas partes descobertas do corpo.

Tardiamente, podem surgir feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta. Essa forma de leishmaniose é conhecida como “ferida brava”; não exige o sacrifício de animais infectados pela doença. A leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, pois acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. Esse tipo de leishmaniose acomete essencialmente crianças de até dez anos; após esta idade, se torna menos frequente. É uma doença de evolução longa, podendo durar alguns meses ou até ultrapassar o período de um ano.

Transmissão

A leishmaniose é transmitida por insetos hematófagos (que se alimentam de sangue) conhecidos como flebótomos ou flebotomíneos. Seus nomes variam de acordo com a localidade; os mais comuns são: mosquito-palha, tatuquira, birigui, cangalinha, asa branca, asa dura e palhinha. O mosquito-palha ou asa branca é mais encontrado em lugares úmidos, escuros, onde existem muitas plantas.

É o inseto que transmite a doença de um animal para outro. É uma doença que afeta principalmente cães, mas também animais silvestres, gambá ou saruê, e urbanos como ratos, gatos e humanos (principalmente crianças com desnutrição, idosos imunossuprimidos e, atualmente, pessoas com AIDS).

Não se pega leishmaniose de cães e outros animais, apenas pela picada do inseto que estiver infectado.

O cão é apenas mais um hospedeiro da leishmaniose visceral. É também o mais estudado e injustiçado, já que mesmo que todos os cães do mundo deixassem de existir, a leishmaniose visceral continuaria a crescer, como inclusive ocorre nas cidades onde há matança indiscriminada de cães como “forma de combate à doença”.

Sintomas

Os sintomas são variáveis. O cão pode apresentar emagrecimento, perda de pelos, gânglios inchados, fraqueza, feridas, crescimento exagerado das unhas, lesão de pele ulcerada, blefarite e anemia. Também há sintomas nos órgãos internos, como crescimento do fígado e outras alterações. Entretanto, esses sintomas são comuns em outras doenças bem menos graves; assim, se seu cão apresentar esses sintomas não quer dizer que o mesmo está com leishmaniose. O diagnóstico preciso só pode ser feito por um médico veterinário, que combinará exames de sangue com exames clínicos. O teste sorológico feito pelo governo como forma de triagem não deve ser encarado como diagnóstico e, portanto, não justifica a eutanásia dos animais. O diagnóstico é complexo e necessita de maior investigação.

Prevenção

O verdadeiro transmissor da doença – o mosquito-palha – gosta de lugares com matéria orgânica, então sempre mantenha quintal e canis limpos e telados. Esse inseto é de hábito noturno, portanto coloque seus cães para dormir em lugares telados e use coleiras e/ou líquidos repelentes para ajudar na proteção.

O efeito da coleira é repelente, justamente para evitar a picada do inseto; a coleira é uma importante arma contra a doença.

Além disso, existe vacina para leishmaniose. Ela previne que 80 a 95% dos cães se infectem com leishmania pela picada do inseto.

Na verdade, a vacina contra a leishmaniose pode apresentar um efeito bloqueador de transmissão, capaz de interromper o ciclo epidemiológico, isto é, torna o animal não transmissor da doença.

A vacina tem cobertura  de mais de 90% – afirmam os especialistas – e não é possível confundir infectados com vacinados. Mas pela produção ainda reduzida, os preços são inviáveis para boa parte dos tutores de cães.

A vacina já está disponível em vários lugares do país. Hoje se tem no mercado a Leishmune, da Fort Dodge, que é aquela que vários veterinários não preconizam porque dizem que não diferenciarão os infectados dos vacinados (mentira ou desinformação), e a Leishtec, da Hertape Calier, que a propaganda é justamente alicerçada em não reações vacinais e cruzada em sorologias.

Existe uma boa parcela da classe veterinária que ainda não conhece o tratamento e a prevenção da leishmaniose, entretanto, a falta de conhecimento deles não pode impedir o público de tratar de seus cães. Procure veterinários especializados em infectologia.

No entanto, o que é preciso ter-se claro é que tanto os humanos como os animais infectados, mesmo tratados, serão portadores do parasita o restante de suas vidas e deverão ser mantidos sob rígido controle. Os cães deverão ter contínuo acompanhamento de médico veterinário, com a realização de exames laboratoriais periódicos, para verificar se o animal realmente mantém-se não infectante e saudável.

Cenário no Brasil

Tratamento

O tratamento não é forma de controle e é uma das alternativas menos preconizadas para tal. Controle é feito com coleira para prevenir o inseto, repelentes no animal e no ambiente, limpeza do ambiente para evitar material orgânico, evitar passeios nos horários de crepúsculo, telar os canis, vacinação. Tratamento é uma forma de controle individual, mesmo porque ocorrem recidivas mais frequentes no cão. Eutanásia é a última forma de controle e, de fato, a menos eficiente.  Prova disso é que a política brasileira de prevenção da doença, por meio da eutanásia de milhares de cães, não proporcionou nos últimos 50 anos nenhuma mudança no controle da doença.

Entretanto, se já houver um animal infectado em sua casa, não entre em desespero! O tratamento, a vacinação e a utilização de repelentes em cão infectado com leishmaniose não o tornam um risco para sua família ou vizinhos; como já foi dito, pode levar à cura clínica (sem sintomas da doença) e à cura epidemiológica (não transmissor da doença).

Infelizmente, no Brasil ainda temos que conviver cotidianamente com a supremacia da raça humana às outras espécies. Em 2008 foi oficializada uma portaria do Ministério da Saúde e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento dizendo que não é crime tratar um cão contaminado por leishmaniose, o que é crime é usar remédios humanos para o tratamento. O deprimente sobre essa portaria é que esse Ministério está farto de saber que não existem, no Brasil, remédios veterinários para o tratamento da doença. Portanto, a recomendação (ordem) do Ministério da Saúde é sacrificar todos os animais contaminados.

Esse posicionamento, junto com as ações de agentes de saúde, em regiões endêmicas, vem gerando grande abandono de cães, e algumas pessoas até mesmo levam seus animais para outras cidades, para salvá-los ou mesmo para deixá-los entregues à própria sorte, o que pode disseminar ainda mais a doença.

Para realizar a eutanásia em milhares de cães, o governo utiliza argumentos sem estudos comprobatórios, dizendo que um cão infectado por leishmaniose é um perigo para a sociedade. Vamos aos fatos reais:

• O Brasil é o único país do mundo que indica ou preconiza a eutanásia, pois em outros lugares do mundo onde existe a incidência de leishmaniose as pessoas podem, ou não, eutanasiar seus animais;

• O tratamento da leishmaniose existe tanto para pessoas como para animais, entretanto, é mais fácil exterminar um animal do que tratá-lo, isso segundo a concepção dominante, que acredita que a única espécie importante é a raça humana;

• A Organização Mundial da Saúde, apesar de apoiar a insanidade cometida pelo Brasil, também recomenda tratamento para alguns casos e também já se manifestou publicamente que o sacrifício de animais doentes não é a melhor saída para o controle de zoonoses – como é o caso da Raiva, na Indonésia -; então possui um posicionamento totalmente contraditório;

• Existem estudos já comprovados que mostram que um animal infectado em tratamento pode se tornar não transmissor da doença para o inseto (cura epidemiológica);

• Existem resultados errados, chamados de falso positivo e falso negativo (ou seja, o cão saudável pode ser morto ou tratado indevidamente e o cão doente pode ficar sem tratamento). Esses exames não diferenciam a leishmaniose tegumentar da visceral (e no Brasil não é indicado a eutanásia de cães com leishmaniose tegumentar).

Os exames podem dar positivo caso o cão tenha outras doenças, como erlichiose, babesiose etc. Os melhores exames, no momento, para o diagnóstico da leishmaniose visceral em cães são a citologia de medula óssea e/ou linfonodos (chamada de “PAAF”) e a PCR de medula óssea. O exame de imunohistoquímica de pele é eficiente para acompanhar se há parasitas na pele. Ele pode ser aplicado a qualquer tecido, linfonodo, medula, fígado, baço, pele, entre outros, para aumentar a sensibilidade do teste principalmente naqueles assintomáticos ou com parasitemia baixa. O diagnóstico da leishmaniose é complexo e necessita de prova e contraprova.

• Os gastos empregados na realização da captura, exames e eutanásia poderiam ser direcionados para a formação de uma equipe capacitada para o combate ao mosquito, com campanhas direcionadas à população, como é feito com o mosquito da dengue. E lembrando mais uma vez: não é apenas o cão que pode ser infectado pela leishmania, o homem e os ratos no meio urbano também são. É mais racional e inteligente combater o mosquito ou exterminar todos os cães, os ratos e os humanos infectados pela doença como forma de controle?

• Outro fato de extrema importância foi uma Ação Civil Pública impetrada por uma organização protetora de animais em Mato Grosso do Sul, em que a mesma conseguiu autorização para o tratamento de cães com leishmaniose, portanto, já existe jurisprudência no Brasil permitindo o tratamento. O Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul também recomendou aos Ministérios que revoguem a portaria que não permite o tratamento, com medicação humana, de cães infectados; portanto, TRATAR CACHORRO COM LEISHMANIOSE NÃO É CRIME!

• Outro fato jurídico: muitos doutrinadores da área do direito defendem a tese que os médicos veterinários particulares sequer seriam obrigados a cumprir a determinação da portaria interministerial, porque este instrumento deve ser cumprido somente por servidores subordinados ao órgão que o expediu.

CCZ na sua casa

Você não é obrigado, de forma alguma, a entregar seu animal aos fiscais da saúde pública. Seu cão é sua responsabilidade. Nem mesmo um delegado de polícia pode ir a sua casa e exigir que você entregue seu animal. Para sua informação, um delegado ou um policial só podem entrar na sua casa com um mandado judicial ou com sua autorização. Se alguém (delegado ou fiscal da Saúde) te constranger, não deixe de anotar o nome da pessoa para formular uma ocorrência policial por abuso de autoridade e/ou constrangimento ilegal.

Cenário exterior

Na Europa, principalmente nos países do mediterrâneo, a incidência de leishmaniose é alta, entretanto, nos países europeus eles lidam com a doença de forma completamente oposta do Brasil. Eles não negam tratamento para nenhum animal infectado; inclusive lá existe até ração específica para cães com leishmaniose.

A grande diferença entre Europa e Brasil, ponto analisado em conversa com o Dr. Tabanez, é a pobreza e a desigualdade social brasileira, pois na Europa não existem grandes problemas alimentares ou de desnutrição, portanto quase não existem pessoas infectadas ou em risco de infecção.

Conclusões

Muitos avanços ocorreram na habilidade de diagnóstico da doença, entretanto, é necessário combater de forma mais efetiva o vetor (flebótomo ou mosquito-palha) e, sobretudo, trabalhar pela prevenção, incluindo-se aí o uso da coleira repelente do flebótomo, bem como a vacinação em massa dos animais (como há anos acontece com a raiva, outra zoonose gravíssima). Também antigos problemas brasileiros como desnutrição e falta de saneamento básico precisam estar no topo das prioridades governamentais.

O certo é que as autoridades sanitárias dos municípios, dos estados e do governo federal precisam agir e investir maciçamente no esclarecimento, educação e conscientização da população, dos tutores de animais e, inclusive, dos médicos humanos e veterinários, visando à prevenção da disseminação da doença.  Há a necessidade de ampliar os estudos para realmente comprovar que animais tratados e mantidos sob controle não representam risco para a população humana; também é necessário  extinguir, definitivamente, métodos primitivos e desumanos de combate à doença, como o extermínio em massa de cães.

(*Dr. Paulo Tabanez – Médico Veterinário, Especialista em Clínica e Cirurgia de Pequenos Animais, Mestre em Imunologia pela Universidade de Brasília e Diretor da Clínica Veterinária Prontovet – Brasília/DF. E-mail – pctabanez@uol.com.br)

32 comentários em “Verdades e mentiras sobre a leishmaniose canina

  1. Excelente artigo sobre leishmaniose. Já passou da hora de haver mudanças em nosso país. em vez de focar somente no cão e na prática do sacrifício indiscriminado .
    abs
    Vivi Vier

  2. Muito bom o post, mas vcs deveriam incluir muitas fotos do mosquito assassino p sabermos identificá-lo.

    Já perdi 2 cães com essa doença maldita: um sacrificado e outra q faleceu antes de mandá-la ao sacrifício…

  3. Obrigado , tirei muitas dúvidas que eu tinha , mas o triste é não saber ao certo o que se fazer com um animal como o meu que está ficando com o fucinho muito feio eos olhinhos e não estou achando apoio!!!!!

  4. Nossa!Fiquei mais aliviada ao ler essa mensagem.Antes de ler havia recebido um e-mail com as leis que me obrigavam a matar minha filhinha.Ainda bem que li antes de cometer esse crime.Vou tratar minha filhinha.Agora fiquei na dúvida sobre quais exames devo fazer. Fiz o RIFI e ELIZA que deu positivo mas, ela ta com uma bacteria na pele.Pode ser outra doença? Qual exame faço pra diagnosticar e nao tratá-la sem necessidade.Não tenho dinheiro mas vou fazer todo o sacrificio desde que nao ofereça risco para minha família.

  5. Olá Paula,

    Gosto bastante de levar o meu cachorro para passear na trilha do parque do Cocó; porém lá existem diversos tipos de mosquitos. Será que é perigoso andar com o meu cachorro lá? Ou é melhor evitar?
    Parabéns pelo artigo!
    Abçs

    • Olá Elisa, existe coleiras repelentes de mosquito, em especial o transmissor do calazar, a Scalibour eh a melhor. Coloque no seu cão e pode ficar mais tranquila.
      Abçs

  6. Pois é, mas os veterinários com quem conversei não garantem 100% de eficácia da coleira. Posso realmente confiar nela?

  7. depois de ler este artigo atraves de pesquisa sobre doenças em bichos de estimação que desenvolvo no projeto com crianças de ensino fundamental , fiquei horrorizada de saber como resolvem através da eutanasia caso de doenças infecto contagiosas , o problema é querer se livrar do mal causando outro mal , a condenação a morte … falta cãoscientização em muita gente !!!!

  8. Já tratei minha cadela com calazar, e posso dizer que ela esta perfeita e alegrando muito a minha casa juntamente com outros irmãos.

  9. È ISSO MESMO…MATAR É CRIME, TEM QUE TRATAR O ANIMAL. OS CÃES SÃO MEMBROS DA FAMILIA, SÃO COMO FILLHOS QUERIDOS, ALGUÉM MATARIA UM FAMILIAR UM FILHO DOENTE???~ESPERO QUE A RESPOSTA SEJA NEGATIVA…POIS É, TEM QUE TRATAR O ANIMAL…O BRASIL NÃO QUER SE TORNAR UM PAÍS DESENVOLVIDO, POIS QUE COMECE TOMANDO COMO EXEMPLO OS EUROPEUS QUE TRATAM SEUS CÃES E NÃO OS SACRIFICAM. PELO AMOR DE DEUS, MATAR, ALÉM DE DESUMANO, CRUEL, INSENSATO, CRIMINOSO É IGNORÂNCIA…TANTA DOENÇA GRAVE QUE HUMANO PASSA PARA HUMANO, ALGUMAS FATAIS…VAI SAIR SACRIFUCANDO AS PESSOAS??? ENTÃO COLOQUEM, AS AUTORIDADES A FAVOS DA EUTANÁSIA, A MÃO NA CONSCIÊNCIA E LIBEREM O REMÉDIO PARA TRATAMENTO, QUE NÃO TEM REMÉDIO PARA HUMANO OU ANIMAL, TEM REMÉDIO PARA TRATAR. MATAR É CRIME, PIOR AINDA SE HOUVER ERRO DE DIAGNÓSTICO, POIS EXISTEM DOENÇAS QUE PODEM CONFUNDIR OS EXAMES, RINCIPALMENTE SE O ANIMAL JÁ TIVER TIDO DOENÇA DO CARRAPATO, QUE A MAIORIA JÁ TEVE. SABE QUE UMA PESSOA PODE MORRER EM PENSAR EM MATAREM SEU CÃO POR PURA IGNORÂNCIA E COVARDIA EM LIBERAR O TRATAMENTO DO ANIMAL??? POIS É, O AMOR MUITAS VEZES É TÃO GRANDE QUE PODE LEVAR UMA PESSOA A INFARTAR, TER UMTROÇO SÓ DE IMAGIR ISSO…EU MESMO PODERIA INFARTAR NUMA SITUAÇÃODESSAS, NÃO SÓ DOS MEUS MAS, DE QULAUER UM DOS QUE CONHEÇO! PELO AMOR DE DEUS MATAR, SACRIFICAR, EUTANASIAR..SEJA LÁ QUE NOME DER É CRIME CONTRA A VIDA..PARA COM ISSO VAMOS TRATAR DE DESCOBRIR MEIOS PARA SALVAR VIDAS E NÃO TIRAR VIDAS!

  10. PELO AMOR DE DEUS, DESCULPEM TANTOS ERROS QUE ESCREVI NA POSTAGEM DE CIMA…É QUE FICO NERVOSA SÓ DE PENSAR NA IGNORÂNRIA DE AUTORIDADES QUE QUEREM MATAR OS ANIMAIS AO INVÈS DE TRATAR…OU MELHOR DEIXAR SEREM TRATADOS. QUE DEUS AJUDE ATODOS QUE LUTAM EM FAVOR DOS ANIMAIS…SERÁ QUE ELES AINDA NÃO ENTENDERAM QUE PRECISAMOS DEMAIS DESSES SERES PUROS, MARAVILHOSOS E MAOROSOS PERTO DE NÓS??? PELO AMOR DE DEUS, DIGAM SIM A VIDA E NÃO A EUTANÁSIA…VAMOS CUIDAR DOS NOSSOS FILHOTES, ELES MERECEM E QUE AS AUTORIDADES PAREM DE EMPATAR AS PESSOAS DE CUIDAREM DE SEUS CÃES…VAMOS TRATAR DE PESQUISAR SAÚDE,TRATAMENTO,SOLUÇÕES PELA VIDA…VÃO ESTUDAR MAIS, PROCURAR ESCLÇARECIMENTOS E CUIDADOS COM OS ERROS, AS INJUSTIÇAS, QUE QUEIMAM A IMAGEM NO EXTERIOR, NO PRIMEIRO MUNDO…OS PAÍSES DESENVOLVIDOS ESTÃO CUIDANDO BEM DE SEUS ANIMAIS.
    PARABÉNS DOUTOR PELO SEU TRABALHO, FAÇA UMA CAMPANHA AQUÍ NA BAHIA, EM SALVADOR, LAURO DE FREITAS,CAMAÇARÍ,ILHÉUS…SERIA MARAVILHOSO!
    DEUS TE ABENÇOE!
    Parabéns a moça que tratou de sua cadelinah e não a entregou a ninguém…parabéns ao amor!

  11. Na semana passada tive meu labrador diagnosticado com calazar em fase bem inicial. Ele está com a creatinina 3,4 indicando IRA. estou fazendo soroterapia e iniciei antibioticoterapia, sem resposta positiva ainda, o que está me preocupando mais é o fato do meu dog estar inapetente. Posso iniciar o tratamento para calazar junto ao tratamento da IRA ?

    • Jason, acredito que o veterinário não vai indicar começar o tratamento do seu cão por conta do problema nos rins. Um das condições para o animal receber o tratamento para leishmania, é que o funcionamento dos rins e do fígado estejam normais. Acredito que seja mais importante no momento se preocupar com o problema nos rins, que eh mais sério, verifique com o veterinario as rações especiais para animais com insuficência renal, vitaminas e tudo mais necessário para que ele tenha sobrevida. Abçs

  12. Parabéns pela entrevista, a mesma é bastante esclarecedora.
    Muito me entristece a desinformação e a ignorância por parte dos donos dos cães e dos médicos veterinários.
    estou com uma cão com suspeita de calazar, estou muito preocupada, pois não tenho garantias que o exame seja correto, tenho medo de prejudicar minha família e ao mesmo tempo não queria sacrificar o cão, pois sou a favor da vida e em abundância;
    losangela

    • caso d positivo vcnão precisa sacrifica-lo basta fazer o tratamento q vc congelaráo virus do calazar no organismo dele e assim vc prolongará a vida de seu amigo
      pois aki em casa eu tenho uma são bernardo com calazar e vou começar a dar as aplicações de Glucantin e no final das 10 ela ficará com o virus congelado no organismo
      pra sempre

  13. BOM DIA! TENHO UMA DÁLMATA A BELLA, LINDA! FOI CONSTATADA A DOENÇA À 08 MESES, VEM SENDO TRATADA À BASE DE VACINAS PRERIÓDICAS, COMPRIMIDOS DIÁRIOS, RAÇÃO REFORÇADA E MUITO AMOR! ESTÁ EM PLENA FORMA ESBANJANDO SAÚDE E EM FEVEREIRO/12 SERÁ FEITO NOVO EXAME E TEMOS CERTEZA, QUE SERÁ ZERADA ESSA MALDITA DOENÇA.SEJAM FIRMES E NÃO DESISTAM, ASSIM COMO EU E MADELINE NÃO DESISTIMOS!ABÇS. MARIA PAULA.

  14. oi, a pouco tempo atrs recolhi da rua um cachorro que foi atropelado levei ele para uma clinica veterinaria e ele fez todo tratamento ortopedico e foi descoberto tambem que ele esta com HPV solicitei o ezame para leishmania e os resultados deram positivo , mais estou em duvida sobre o diagnostico, gostaria de saber se esses outros problemas de saude que ele teve e tem como o HPV poderia ter auterado o resultado do exame por ter sido cachorro de rua acredito que ele tenha ate ouitros problemas de saude como anemia e na cirurgia ortopedica o veterinario disse que ele perdeu muito sangue, ele solicitou o exame do linfonodo para ter uma confirmaçao esse exame é realmente seguro ? se der positivo como devo proceder? nao tenho coragem de mandalo para o sacrificio.

    • Grasiele, eh importante ver o quadro do animal, se ele tiver condições de ser tratado, seria interessante tentar, enquanto não sai o resultado, veja primeiro a anemia e o HPV. Abçs

  15. ola, recentemente peguei um cacharro da rua que estava atropelado levei ao veterinario e ele receu todo tratamento ortopedico , e o veterinario descobriu que ele esta com HPV, solicitei o exame de leishmania para fazer a vacinaçao dele e o resultado do exame deu posito, gostaria de saber se o HPV pode ter influenciado no resultado do exame ou ate mesmo outra doença que ele possa ter ja que se trata de um cachorro de rua, ele nao apresenta nenhum sinal clinico, o veterinario solicitou o exame de punçao de linfonodo, esse exame é realmente seguro ? nao gostaria de ter de sacrificar o animal pois ja mim apeguei muito a ele.

    • Grasiele, eh importante ver o quadro do animal, se ele tiver condições de ser tratado, seria interessante tentar, enquanto não sai o resultado, veja primeiro a anemia e o HPV. Abçs

  16. A cadela da minha prima foi,digamos,”curada” de calazar,mas tempo depois faleceu com o mau funcionamento dos rins. O caso da morte teve algo a ver com calazar e é possivel um cachorro se curar desta doença?

  17. Tbm ñ sabia dessa informação é muito bom saber disso.realmente é uma injustiça o q ta acontecendo.recentemente a carrocinha levou uma cachorrinha aki da minha rua,chorei tanto nesse dia.agora sabemos o direito dos nossos animais e vamos lutar por eles.

  18. Vcs são um abrigo tb? Estou com um cachorro que apareceu na porta da minha casa e o levamos ao vet e foi diagnosticado com leishmania. Não podemos ficar com ele, devido a outros animais que temos em casa e não o aceitariam. Ele está numa clínica recebendo tratamento. Vcs o receberiam, nós assumindo total responsabilidade sobre as despesas de tratamento e outras? Se não, sabem de algum abrigo que possa recebê-lo? Obrigada!

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